emerson.en Membro Senior

Registrado em: Terça-Feira, 16 de Março de 2004 Mensagens: 2503 Localização: São Paulo - SP - Brasil
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Enviada: Qua Dez 07, 2005 3:25 pm Assunto: Jeitosinha cap. I |
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Olá!
A partir de hoje, estarei enviando uma novelinha, "A JEITOSINHA", com 29 capítulos.
Estou achando um barato.
Quem escreveu essa estória foi algum cabeção que não tem o que fazer...
Vocês vão começar a ler (é curtinho, demora uns 2 ou 3 minutos para ler cada capitulo) e vão ficar na nóia até receber o próximo capítulo. Vocês vão dar muita risada em boa parte da narrativa.
Capitulo I
O Nascimento de Jeitosinha
Ambrósio e Marilena já tinham seis filhos, mas a iminência da chegada de um sétimo rebento criava um clima de tensão no lar.
As seis tentativas anteriores não foram suficientes para realizar o sonho do homem: ser pai de uma menina.
Contínuo num banco de pequeno porte, indivíduo de temperamento difícil e tendo sido vitima de tortura durante a infância (era obrigado a se vestir de marinheiro e usar botinhas ortopédicas), Ambrósio vivia como uma bomba prestes a explodir.
Por isso Marilena nem se espantou quando o marido, com um tom de voz até doce se comparado ao tratamento habitual que dispensava a família, decretou:
"Se for outro cueca eu te mato, sua vaca!"
Para a sorte da pobre mulher, Ambrósio estava no trabalho quando ela entrou em trabalho de parto.
Ao conferir, com a criança ainda nas mãos da parteira, que se tratava de mais um menino, Marilena chorou compulsivamente.
Dona Nair, a velha parteira, tentou consolá-la com as palavras simples mas sábia dos humildes:
- É depressão pós-parto. Estima-se que ela atinja 10% das puerperais. Ela pode ser severa e resistente ao tratamento farmacológico, mas o estrogênio em doses decrescentes, durante duas semanas, mimetizando o ciclo ovariano, tem sido eficaz em alguns casos, viu, fia?
- Não é isso, Dona Nair... - interrompeu a mulher, entre lágrimas - o problema é que o Ambrósio vai me matar se souber que é outro varão...
Dona Nair era uma mulher experiente. Com um sorriso maroto, sugeriu:
- Se é assim, crie o garoto como se fosse uma menina. Ambrósio nunca saberá a diferença...
- A senhora acha que isso pode funcionar? - animou-se Marilena.
- Já vi demais... Lembra daquela pivô que jogava na seleção de basquete?
Agarrando-se aquele fio de esperança, a mãe abraçou carinhosamente a criança e encheu-se de ternura.
- É... pode dar certo. Até que ele é jeitosinho...
- Jeitosinha, fia... - corrigiu Nair - Jeitosinha!
Conseguirá Marilena levar esta farsa adiante?
Não perca o próximo capítulo. _________________ Ao postar dúvidas informe sempre o SGBD e versão, linguagem utilizada, componentes de conexão/acesso e demais informações pertinentes ao problema... |
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